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Uma breve estória

A truta arco-íris (Oncarhynchus nykiss), é um peixe da família salmonidae, originário do oeste da América do Norte. Foi introduzida no Brasil por volta de 1949 por iniciativa da Agricultura, pra provoar os rios das regiões serranas, pobres em ictiofauna NATIVA.
A truta encontrou nas frias corredeiras do nosso país o habitat perfeito para sua criação, e logo despertou um grande interesse por parte de criadores em realizar o seu cultivo comercial.

Manejo Reprodutivo da Truta Arco-Iris - (Oncorhyncgus mykiss)

A reprodução da truta arco-íris concentra-se no inverno, nos meses de maio a agosto, quando os dias são mais curtos e a temperatura da água é mais baixa (tº média de 10º C). Na natureza, as trutas sobem os rios em direção as nascentes para o acasalamento. Já em cativeiro, as trutas cehgam a maturidade sexual, mas como não têm todos os estímulos que teriam na natureza (ex: subir correntezas, construir ninhos entre as pedras, presença do parceiro, etc...), não conseguem expelir seus produtos sexuais (óvulos e sêmen). É preciso então a intervençao do homem para realizar a "Reprodução artificial".

Reprodução Artificial:

Visando a obtenção de um bom plantel de reprodutores, recomenda-se iniciar a seleção por volta do 1º ano de vida, considerando-se principalmente o ganho de peso. São descartados os animais fracos, mal-desenvolvidos, doentes e que apresentem malformações. Alguns machos podem já estar maduros no 1º ano de vida, mas como esta caracterísitica de precocidade sexual é prejudicial ao ganho de peso, estes machos devem ser descartados. No 2º ano de vida, e com pêso médio de 800 grs, as trutas chegam a maturidade sexual. Quando se aproxima a época da reprodução (abril), as características sexuais secundárias acham-se mais acentuadas: no macho, as laterais são mais brilhantes, a mandíbula é pronunciada, característica esta que é mantida por toda vida. Já as fêmeas têm o corpo arrendondado, com a cabeça mais delicada. Uma 2º triagem deve ser feita, e a partir daí, para facilitar o manejo e evitar brigas entre reprodutores, os machos devem ser separados das fêmeas. A densidade utilizada para os reprodutores gira em torno de 10 Kg/m3. A taxa de arraçoamento pode ser fixada em 1% peso vivo/dia, e deve ser suspensas pelo menos 24 hrs antes de se manipular os reprodutores.

Desova e Fecundação Artificial:

Um dos principais fatores responsáveis pela maturação das trutas é a temperatura, sendo que os melhores resultados são obtidos com a temperatura ao redor dos 10ºC. A desova compreende a extração dos óvulos das fêmeas maduras, que se inicia com triagens em intervalos regulares nas fêmeas através de leve compressão abdominal. As fêmeas quando maduras liberam os óvulos na cavidade abdominal, apresentam o ventre abaulado e o orifício genital entumecido e avermelhado. Os óvulos tem um tempo de vida útil na cavidade abdominal (70 graus dias). Quanto mais alta a temperatura, menor seu tempo de vida útil, daí a importância dos intervalos regulares entre as triagens.
Com a temperatura em torno dos 10ºC, a triagem deve ser feita a cada 7 dias. Quando mais alta a temperatura, menor deve ser o intervalo entre as triagens. Óvulos viáveis têm o aspecto homogêno e coloração amarelada. (Obs.: Reprodutores que recebem como alimentação ração com pigmento apresentam óvulos de coloração salmonada), e variam de 3 a 6 mm de diâmetro. Óvulos que apresentam concentração de vitelo num dos pólos devem ser descartados, pois já estão passados (neste caso, a fêmea deve ser esgotada e só será reutilizada na próxima estação de desova).

As fêmeas maduras triadas devem ser levadas a um local coberto: todo o processo de reprodução deve ser feito ao abrigo de luz solar direta (os óvulos e o sêmen são fotossensíveis), e todo material utilizado na desova deve ser limpo e "seco", pois a água diminui a taxa de fertilização (o ovo ao hidratar-se tem a micrópila fechada, impedindo a penetração do espermatozóide). Para a coleta dos produtos sexuais, visnado-se evitar traumatismos, utiliza-se a benzocaína como solução anestésica na diluição de 1g/10 litros de água. Para facilitar, a benzocaína deve ser diluída em álcool 90º q.s.p., e só depois de misturada à agua. Os reprodutores são retirados da solução anestésica assim que estiverem sedados, adquirindo a posição de decúbito lateral (+- 30 segundos).
Obtemos em média 2000 óvulos/kg de fêmea, e cerca de 10 ml de sêmen/macho. A proporção utilizada é de 1 macho/4 fêmeas, e o ideal é que se faça um "pool" de óvulos e um "pool" de sêmen, para assegurar uma boa taxa de fertilidade. Normalmente, 1 ml de sêmen é suficiente para fertilizar 1000 óvulos. É importante salientar que o sêmen de boa qualidade tem coloração e aspecto leitoso.
O macho pode ser utilizado várias vezes durante o período de reprodução, respeitando-se o intervalo de duas semanas para sua recuperação, e no final do período são descartados. Já as fêmeas são utilizadas do 2º ao 4º ano de vida, e só então são descartadas, pois a qualidade de seus produtos sexuais começa a declinar. Quanto mais velha a fêmea, maior é a quantidade e o diâmetro de seus óvulos, por isso recomenda-se que o processo de reprodução e incubação sejam feitos separadamente por idade de fêmeas, para a obtenção de lotes mais homogêneos em peso e tamanho de larvas.

A Toca da Truta é pioneira na criação de trutas no Espírito Santo. Está entre as maiores truticulturas do país, localizada na Fazenda Pico da Bandeira, em Ibitirama, a 1.100m de altitude, numa área cercada pela Mata Atlântica, com capacidade de produção de 120 ton/ano.
Além de estar localizado em uma região de lindos horizontes, o Restaurante Toca da Truta com pratos variados e excelente culinária desperta elogios entre os clientes.
Assista o vídeo realizado pela Globo em 1999 sobre a ainda TecnoTruta que se transformou na Toca da Truta.